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Do lado de dentro e de fora dos muros foram plantadas várias pequenas árvores de Espirradeira, ou Oleandro. Brancas, cor-de-rosa e vermelho-sangue, com pétalas simples ou dobradas, são as flores vistosas que fazem parte dessa planta. Elas surgem de setembro a março, nas pontas dos ramos do arbusto, que pode medir até 5 m de altura, e enchem de cor os espaços onde ele é cultivado. As folhas lânguidas e elegantes, em forma de lanças de até 25 cm de comprimento, são iguais em todas as espirradeiras. Porém, a intensidade do verde-claro que elas exibem varia de acordo com a oferta de matéria orgânica: quanto mais fértil o solo, mais forte é o tom das folhas. Era uma planta extremamente bela e poucos sabiam de seu perigo. Todas as suas partes são comprovadamente tóxicas contendo vários princípios tóxicos. A intoxicação poderá ocorrer com o contato pela ingestão de partes da planta, tanto casca, folhas ou flores, ocasionando distúrbios gastrointestinais, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreias, e até óbitos por parada cardíaca. A solução leitosa contém oleandrina e neriantina, duas substâncias tóxicas e que, se ingeridas, podem causar irritação gástrica e náuseas. A fumaça liberada pela queima da espécie também é tóxica. Uma pequena cerca foi feita do lado de dentro para impedir crianças e animais de se aproximarem.
Feitiços foram colocados por campistas para a proteção da cidade, quem se aproximasse como inimigo seria torturado se forma a ter o ar retirado de seus pulmões quanto mais próximo ficasse, além de ter uma rajada mental que ultrapassava qualquer resistência. Feitiços ou habilidades para se esconder eram anuladas ao se aproximar.
Além disso, havia uma magia para que houvesse paz e respeito dentro daquela área, assim as pessoas poderiam viver melhor.
Feitiços para percepção de pessoas mal intencionadas foram colocados, e ao detectar tais pessoas a névoa sangrenta que os filhos de Hécate tem acesso se dissiparia próxima ao portão e a todos os sete pontos onde havia sido colocada a magia, podendo até matar quem ali tentasse invadir, formando uma espécie de quadrado em volta da cidade.
Com a geocinese foram criados buracos fundos logo após os selos mágicos, no fundo desses buracos teriam estacas, espinhos e animais peçonhentos, fogo grego e afins para cuidar de pessoas indesejadas, estando também programadas para que caso a pessoa ou seja lá o que for que se aproxime da cidade tenha algum tipo de má intenção para com a cidade ou qualquer um daquele lugar, tais armadilhas se ativassem, mas se fosse o contrário, sendo alguém de bom coração, pudesse passar tranquilamente. Por via de segurança. esses buracos estavam cobertos por terra idêntica ao chão para que houvesse a segurança da passagem de pessoas inocentes
Uma terceira fase das proteções se tratava de cinco selos mágicos interligados que quando ativados formariam um pentagrama que iria de uma ponta a outra da cidade e com essa ativação, as plantas e a vida natural da cidade iriam se tornar armas vivas, atacando e destruindo toda e qualquer ameaça que chegasse dentro da cidade.
Quaisquer superfícies reflexivas, espelhos ou qualquer coisa similar a isso, estavam impregnados com os feitiços de mundo dos espelhos, bloody mary. Com isso indicava que qualquer coisa que aparecesse nos espelhos possuindo má intenção, com vontades de fazer mal a cidade e a seus habitantes, deveria ser exterminado, e demônio seriam invocados para atacar tanto em terra quanto no ar e suas quantidades podem ser infinitas visto que não se tem noção de quantas criaturas existem nos vários planos de existência.
Todos os feitiços foram selados para que nada pudesse interferir neles ou os quebrar.
Ao centro da cidade foi construído um grande prédio com estruturas gregas, as colunas clássicas chamando atenção assim que qualquer um coloca seus olhos nelas, ali funcionária a escola e universidade - onde semideuses mais velhos faziam testes para serem os professores. Ao fundo da construção há um pátio aberto com uma bela fonte e lugares para que possam relaxar durante os intervalos das aulas. Ao redor ficam as diversas salas de aula, divididas por idade dos alunos, sendo desde as crianças que estão aprendendo a ler, a jovens que querem adquirir conhecimentos como arquitetura, engenharia, artes e outros cursos que os semideuses veteranos possam propor-se a ensinar. Nesse local apenas as aulas teóricas são praticadas, quando for para treinarem, o acampamento estará à disposição. Ao fundo da universidade, atrás das salas de aula, há uma grande piscina térmica que toda a população podia usar, com alguns vestiários para que se trocassem e colunas cobertas para que ficasse sombra em uma parte do local.
De frente à escola, num pequeno espaço, foi escolhido para acolher a fogueira de Héstia. Um lago artificial com pedras e rochas foi criado ali ao redor, com uma parte rebaixada em forma circular, com uma espécie de arquibancada em todo o redor e uma escadaria para descer até ali. O local para a fogueira também foi montado com as pedras, de forma meio oval e ficando ali ao centro. Ao redor também haviam várias árvores que deixavam o ambiente mais aconchegante.
Os terrenos das casas são de tamanho padrão para todos, sendo de 20x30m, assim tendo um espaço bom para diversos tipos de construções, podendo ser adequado ao gosto de cada um. O material e telhado utilizados são padrão, por isso as cores da cidade não mudam, sendo várias casas brancas com telhados avermelhados. Fora isso, cada família podia decorar sua casa como preferisse, colocando ou não cercados, jardins, etc.
As ruas da cidade são feitas de pedras, a maioria com suas cores claras e encaixadas umas às outras. Poucos por ali tinham carros luxuosos, então não seria problema ao andar. Havia um portão ao fundo da cidade, do lado contrário ao que saia para o acampamento, que levava para a rodovia, assim quem precisasse sair poderia utilizar aquele caminho.
Os portões respondiam aos comandos daqueles que moravam ali, e sempre que um morador novo chegava devia ser apresentado para que sua voz e tonalidade, etc, fossem gravados pela mágica que cobria o lugar - magias para mudar a voz e falsificar eram desativadas no momento que chegavam ali e não funcionariam. Para mortais que passassem pela rodovia o que veriam ali por conta da névoa seria uma colônia de pequenas casas, como se fossem trabalhadores da grande fazenda de morangos a qual era disfarçado o acampamento.
Mais adiante, após a escola e universidade, fica uma escadaria branca de mármore para um grande templo, este sendo um local para quando os deuses desejassem visitar o lugar, era o lugar mais alto de toda a cidade. Tendo doze quartos que podiam ser usados por qualquer deus que ali aparecesse, nenhum era específico - até porque senão teriam que ser centenas. Um pátio grandioso com uma grande mesa de madeira com cinquenta lugares para quem fosse convidado a jantar ali na presença dos deuses que estivessem presentes.
Na parte traseira do templo há um meio círculo de estátuas dos doze olimpianos e de Héstia.
Próximo ao templo havia sido construído o hospital para atendimento dos moradores. A parte da frente ficaria a recepção, ao lado direito tendo a sala de triagem e uma sala de enfermeiros, ao lado esquerdo uma sala para curativos e para medicação. Atrás da recepção ficava uma pequena sala para guardar medicamentos que poderiam ser levados para casa. Logo em seguida havia um corredor que seria a parte de espera, e tinha saída para cinco salas, sendo três consultórios, uma sala para vacinação e uma sala odontológica, além de ter os banheiros para pacientes e um banheiro em cada consultório. Do lado de fora o prédio era todo em branco e um tom de vinho, e por dentro era todo branco e cinza. Os móveis eram em sua maioria de madeira, fabricados pelos próprios campistas do acampamento.
Ramos de trepadeiras, louros, jacintos, açafrão e outras diversas plantas que eram consagradas aos deuses cresciam por toda a cidade, se adaptando aos moradores (não cresceria um louro na casa de um filho de Ares, por exemplo).
Para que a cidade fosse mantida, existiam criações de gado, ovelhas, galinhas e outros animais que poderiam ser usados para o consumo e para a venda. Haviam também as diversas hortas cuidadas, que tinham a mesma utilidade, tanto venda quanto consumo. Outros itens poderiam ser comprados nas cidades mortais que eram mais próximas, por isso mesmo era necessário haver a venda do que era produzido ali, para que tivessem renda para compra também. O abastecimento de água era via encanamento, de uma forma mais moderna mesmo, para que não fosse necessário furarem diversos poços e sofrer carregando água.
O galinheiro ocupava uma área de 10m², com colunas e era um espaço amplo e alto, feito em branco com o telhado em vermelho e dourado. Havia também a área para a criação de vacas e ovelhas - separadamente -, com cercas em seus arredores e grandes bebedouros para que os animais pudessem beber sua água.
A energia elétrica ali funcionava através de placas solares que eram colocadas acimas de todas as casas, para que pudessem utilizar de alguns tipos de aparelhos, claramente estes teriam de ser adaptados para que não atraíssem tanto a atenção de monstros, que mesmo que não pudessem passar pela barreira, seriam um grande problema sempre que precisassem sair.
Os moradores podiam montar pequenas lojas acopladas em suas casas, vendendo coisas que fizessem, comidas diferentes e talvez típicas de seus países natais, afinal, algumas tradições podiam ser mantidas e compartilhadas. Animais de estimação eram permitidos, fossem eles de origem comum ou de origem divina, era só necessário que todos tivessem controle sobre seus animais para que não houvessem problemas de convivência entre todos ali.
Haviam espalhadas a cada 8 quadras, em seu meio haviam pequenas praças com jardins para que as famílias pudessem passar seu tempo, fazer piqueniques, ou o que fosse mais proveitoso para eles. Como as praças haviam sido projetadas e organizadas por diferentes pessoas, cada parte era de uma maneira.
Duas delas, mais ao norte da cidade, tinham partes com árvores e coqueiros espalhados, alguns caminhos de pedra e cimento para as pessoas poderem passar. O parquinho era como se fosse um barco, os escorregas ficando na parte de trás, subindo por algumas espécies de redes para poder descer por eles, e tendo aqueles "trepa-trepa" para quem quisesse escalar. Havia uma escadaria mais a frente para parecer a parte frontal do barco e até mesmo havia uma vela para que pudesse a mudar e brincar. Havia também uma área com outros escorregas e alguns aparelhos para exercícios ao ar livre, assim quem desejasse poderia deixar os filhos brincando enquanto se exercitava sem os perder de vista. Ao centro da praça havia um pequeno quiosque onde haviam banheiros públicos com vestiários e chuveiros, para quem jogasse por muito tempo pudesse se trocar e até tomar uma ducha por ali mesmo. Haviam espalhados por lá alguns postes de iluminação que poderiam ser ligados pela energia solar usada na cidade ou quem tivesse poderes de fogo ou de luz poderiam os acender. Havia uma quadra com traves agora futebol, lugar para rede de vôlei e cestas de basquete, assim quem quisesse poderia escolher o que jogar ali.
Numa outra praça, o chão é feito de terra batida mesmo, coberto com uma fina camada de areia. A área é cercada por árvores, grama amendoim e flores diversas, deixando espaço para uma pista de caminhada rodeando o terreno por baixo das copas. Com entradas em raio no meio da praça, havia uma área circular com um chafariz. Atravessando o primeiro círculo, há quatro pontes em arcos de pedra, uma a cada 90⁰ da outra. Na praça há um parquinho de madeira, com escorregadores, playground com ponte (estilo castelinho), gangorras, um trepa-trepa, balanços e até mesmo um gira-gira, tudo cercado.. Além disso, bancos de pedra e mesas, que se erguem do chão abaixo das árvores, de forma que haja sombra. Na parte da iluminação do local, são postes e lâmpadas que enaltecem a beleza durante a noite.
A outra praça é mais simples e clássica, com um visual antigo. No centro desta, porém, ao invés de um chafariz, há uma enorme figueira, a qual projeta suas folhas por quase toda a área central. Nas áreas ao redor, crescem várias outras árvores e flores, deixando a praça com um estilo mais "floresta". O chão é coberto com pedras pretas e brancas, criando uma espécie de mosaico. Há vários bancos de pedra posicionados ao redor da grande árvore central, em um círculo. As áreas com paisagismo ao redor dos caminhos, bem como ao redor da figueira, são cercadas com pequenas barras curvas de ferro, e a iluminação é feita com postes com aparência mais antiga, como os lampiões de antigamente, porém podem ser conectados à eletricidade.
Ao Noroeste da cidade, perto ao muro, existe uma pequena floresta, está feita pelas ninfas e sátiros para que ali pudessem viver e fazer suas reuniões e tudo mais que lhes fosse necessário e que quisessem também. Nessa floresta foi criada uma ponte iluminada, feira de cordas e madeira, amarrada nas árvores, ficando suspensa, assim quem quisesse poderia por ali passar para entrar na floresta sem precisar temer. Ou atrapalhar os seres que viviam lá. Na entrada da floresta, numa parte pouco arborizada, foi feita uma estufa para as ninfas, para que cuidassem de ferimentos e dos bebês. Essa estuda tinha formato que lembravam folhas ou até asas com pequenas lâmpadas laterais para iluminar ao redor, feita com vidros trabalhos e madeira para a sustentação.
Neverland era um lugar para diversões adulta, dividido em três andares sendo um porão, térreo e primeiro andar. O porão era as salas de dark room foram posicionadas para os sigilosos de plantão que gostavam de prazer mas que não gostavam da exposição, eram mais de 30 cabines posicionadas uma ao lado da outra, que combinada com a baixa iluminação mais a vedação de som, deixava um ambiente tranquilo para que as fatias mais obscuras pudessem ser realizadas. No andar térreo, era localizada todo o entretenimento do local, sendo um grande espaço localizado como a pista de dança, em seguida o grande bar que disponibilizava todo e qualquer tipo de bebida que fosse preciso. Logo ao lado, era anexado espaços circulares e quadrados dedicado a shows "particulares" de strippers, com direito a pole dance e tudo. No andar superior era destinado os quartos da sacanagem, sendo os do lado esquerdo quartos "normais" e os quartos do lado direito os quartos de sadomasoquismo, equipado com tudo que poderia se precisar para atingir o prazer e o orgasmo em seu limite. No entanto, a fachada do prédio havia sido feita de uma forma discreta, para que não chamasse tanta atenção, pois já que havíamos dedicado tanto tempo na adequação de ambiente para que o mínimo de ruído possível escapasse por aquelas paredes, precisaríamos de algo que chamasse a atenção de quem passasse, e era por isso que investimos tanto em luzes de led, tanto é que o "hall de entrada" da boate era feito inteiramente dessas luzes em um belo mosaico que imitava traços florais, sempre puxando nos tons provocativo como rosa, lilás e vermelho, conotando a todos os ambientes um local de perversão e luxúria.
Para que pudessem ter direito a um terreno, o semideus deveria estar a pelo menos dois anos no acampamento, e prestar algum tipo de serviço dentro do mesmo, fosse qual fosse. Ainda, ele ganharia o terreno, mas a construção de sua moradia seria por sua conta, podendo pedir ajuda ou pagar para que outros pudessem a construir, mas nunca podendo ser mortais, afinal, o lugar não era visível para eles. Apesar disso, quem quisesse visita de suas famílias mortais, poderia tê-las, o comando da cidade dissiparão a névoa que a camufla e deixarão entrar aqueles que forem convidados e tiverem compatibilidade com os moradores.
